segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Sobre a minha alimentação


Tem um tempinho que estava para escrever esse texto. Pedindo opinião de alguns amigos sobre o que achavam do blog,escutei que eu deveria falar sobre alimentação saudável, dando dicas, etc. Bem, galera, não posso dar dicas de como cada pessoa deve se alimentar porque acredito que é função de um nutricionista, coisa que não sou. E contando que há muitas pessoas que seguem o que blogueiras e blogueiros "fitness" postam por aí, acho perigoso e irresponsável opinar que a pessoa deveria comer isso ou aquilo.

Eu já me apresentei no Instagram há alguns dias. Tenho 31 anos, pratico atividade física desde a minha adolescência. Como sempre tive facilidade de ganhar massa muscular, até porque me alimento bem desde que me entendo por gente (minha mãe nunca gostou da ideia de ter comida congelada em casa), SEMPRE apareciam amigos e amigas pedindo orientação sobre suplementação e o que poderiam fazer para emagrecer. E a cara de interrogação e espanto quando eu dizia que nunca tomei suplemento alimentar e que nunca entendi porque a galera consumia whey, creatina, e afins.

Quando criança, morei em um local com mangueiras, jaqueiras, goiabeiras e pés de jamelão e acerola. Dezembro e janeiro eram uma farra de mangas e jacas, e me lembro da minha mãe fazendo doce e sacolés. Sacolé é um costume do subúrbio do Rio (e de cidades no Nordeste), e te contar que é um costume muito bom e que eu espero que não se perca. A minha lancheira do colégio tinha sempre frutas. Lembro que eu ficava chateada com a minha mãe porque a minha era a única que não tinha biscoito recheado. (hoje eu mais do que agradeço). Só acrescentei maus hábitos na minha alimentação no início da adolescência, mas lá pelos 16 anos parei de tomar refrigerante por frescura, achava que assim acabaria com a celulite. Hoje em dia, não consigo chegar perto de uma garrafa de refrigerante, porque não agrada nem um pouco ao meu paladar.

Fico assustada toda vez que vejo as dietas da moda. Quando criança eram comuns as dietas dos shakes e da sopa. Hoje é sem glúten, só proteína e tal dieta paleolítica. Brinquei dia desses que se os ancestrais de alguns só comiam carne e nada de grãos, os meus comiam aipim, milho, jabuticaba e peixe. Normalmente quando eu pergunto a galera que segue as dietas, o conhecimento sobre por que seguem aquela dieta é muito raso. E como disse um amigo, a sensação que eu tenho é que quem segue, segue para justificar escolhas que já tem na própria alimentação.

Eu não acho natural comer comida congelada e temperos prontos. Eu sempre leio os rótulos dos produtos que eu compro, se eu sentir que preciso fazer um curso de química ou engenharia de alimentos para para entender a composição dele, não levo. Se o prazo de validade for longo, fico com o pé atrás. Aliás, prefiro à feira livre ao supermercado. Já virei praticamente amiga dos feirantes e donos de sacolões (como é chamado os hortifrutis no Rio) aqui perto de casa.


Eu falo com a minha mãe que aqui em casa, se quiser comer petisco de qualquer coisa, tem de ser paciente para se levantar e encarar a cozinha. A ideia aqui é sempre saber o que se come. SEMPRE! E por conta desse hábito, não posso comer em qualquer lugar. Alterações e condimentos para "fazer render" uma comida, ou para dar "mais gosto" são recebidos com desagrado pelo meu corpo. Ouço muitas piadinhas dos amigos que chamam de frescura. Não! É a minha saúde! O intestino que o diga! E dependendo do lugar que se vá, não há tantas ofertas de alimentos frescos, e quando se acha algo mais fresco, tenho de abrir a carteira um pouco mais. Mas, sei que o que gasto na alimentação não terei de gastar na farmácia. E isso é ótimo!

Para mim, a alimentação tem de ser (e tende a ser) mais feiras e menos prateleiras.

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